
Transplante Capilar
Transplante capilar: como funciona e quais são as técnicas
O transplante capilar é um procedimento cirúrgico que redistribui unidades foliculares (os “grupinhos” naturais de 1 a 4 fios) de uma área com maior resistência à queda — geralmente a região posterior e lateral do couro cabeludo — para áreas com rarefação ou calvície.
O objetivo é reconstruir densidade e desenho, respeitando direção, ângulo e distribuição dos fios para um resultado natural.
Entendendo o cabelo e a queda
Cada fio nasce em um folículo piloso, estrutura localizada no couro cabeludo que passa por ciclos:
Fase anágena (crescimento): período em que o fio cresce ativamente
Fase catágena (transição): fase curta de mudança
Fase telógena (queda/repouso): o fio se solta para que um novo possa nascer
Quando existe algum desequilíbrio (genético, hormonal, inflamatório, metabólico ou de hábitos), a haste capilar pode afinar, o ciclo encurta e a densidade diminui.
Principais causas de queda e falhas
A queda de cabelo pode ter origens diferentes. Entre as mais comuns:
Alopecia androgenética (calvície): genética e progressiva, mais comum em homens
Eflúvio telógeno: queda intensa após estresse, doenças, cirurgias, dietas, pós-COVID, etc.
Dermatites e inflamações do couro cabeludo: podem piorar a queda e a qualidade dos fios
Alterações hormonais e carências nutricionais: podem impactar densidade e crescimento
Alopecias cicatriciais: quando há destruição do folículo (precisa avaliação específica)
Nem toda queda é indicação de transplante. Por isso, o diagnóstico correto é parte essencial do planejamento.
Avaliação antes do transplante
Antes de indicar cirurgia, é importante avaliar:
Padrão e estágio da calvície
Qualidade e disponibilidade da área doadora
Espessura dos fios e contraste com a pele
Saúde do couro cabeludo (oleosidade, inflamação, caspa, etc.)
História clínica e exames laboratoriais quando necessário
Essa etapa define se o transplante é indicado e qual técnica oferece melhor resultado para o seu caso.


É uma das técnicas mais utilizadas atualmente. Nela, as unidades foliculares são retiradas uma a uma com microinstrumentos, preservando os fios e reduzindo cicatrizes lineares.
Vantagens principais:
Sem corte linear (cicatrizes puntiformes, geralmente discretas)
Recuperação costuma ser mais confortável
Permite flexibilidade no uso da área doadora
Excelente para reconstrução de entradas, topo e áreas localizadas
Como é feito (resumo):
extração das unidades foliculares
preparação e seleção dos enxertos
criação dos canais (onde os fios serão inseridos)
implantação respeitando ângulo, direção e densidade
Técnicas de transplante capilar


DHI / Implantação com implanter (caneta implantadora)
Em algumas abordagens, a implantação é feita com um instrumento tipo “caneta”, que auxilia a inserir os folículos com precisão.
Pode ser útil quando:
há necessidade de controle fino de direção e profundidade
o planejamento exige maior detalhamento em áreas específicas
A escolha depende do padrão de calvície, fio, couro cabeludo e estratégia cirúrgica.
Transplante com fios da barba e do corpo (Beard/Body Hair)
Quando a área doadora do couro cabeludo é limitada ou quando se busca reforço em determinadas regiões, pode-se utilizar fios da:
barba
tórax (ou outras áreas corporais)
Onde costuma ser mais usado:
para complementar densidade
para regiões que toleram diferença de textura (ex.: laterais/reconstruções específicas), sempre com planejamento cuidadoso
Como esses fios podem ter características diferentes (espessura, curvatura e ciclo), o uso deve ser bem indicado.
Resultado e tempo de evolução
O transplante capilar é um processo gradual:
primeiras semanas: fase de adaptação e cicatrização
1º a 3º mês: é comum ocorrer queda temporária dos fios transplantados (shedding)
a partir do 4º mês: início do crescimento
6º a 12º mês: melhora progressiva de densidade e textura
12º a 18º mês: maturação final em muitos casos
Os resultados variam conforme genética, área doadora, cuidados pós-operatórios e continuidade do tratamento clínico quando indicado.
Segurança, limites e cuidados
O transplante capilar é seguro quando bem indicado e realizado com técnica adequada, mas é importante saber:
não existe “resultado instantâneo”
a área doadora é limitada e precisa ser preservada
a calvície pode continuar evoluindo, exigindo acompanhamento e, em alguns casos, tratamento clínico associado
como todo procedimento, há riscos (inchaço, foliculite, dormência temporária, alterações de sensibilidade), geralmente controláveis com orientação médica


Com uma avaliação correta e a técnica adequada para cada padrão de calvície, o transplante capilar pode oferecer uma melhora significativa na estética e na harmonia facial — com foco em naturalidade e planejamento individual.


